domingo, 5 de outubro de 2008

BLOG FECHADO

Por motivos pessoais, optei por fechar esse blog.
Em breve, a nova versão estará no ar
completamente reformulada!

Beijos *:

sábado, 28 de junho de 2008

A Terceira Pessoa - Capítulo VI

Como sempre fui para o colégio. Sexta feira, já não aguentava mais essa rotina.
Como sempre também, todos estavam animados com o final de semana, menos eu, só pra variar. Não sei, acho que tenho a idade errada, não gosto de fazer as mesmas coisas que meus amigos...
"Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite... Sábado a noite tudo pode mudar!"
Essa música definitivamente não se aplica a mim. Sou tão quieta, tão pacata... Se deixar, eu fico dormindo o final de semana inteiro!
Mas, a esperança dos meus amigos é a ultima que morre... Então surgiu o convite: Festa no sítio da Dani, no sábado. Churrasco, música alta, bebida, e gente nova.
Não sei porque, isso nunca me agradou, mas como a insistência foi muita, eu fui 'obrigada' a ir.
Cheguei lá, conversando, comendo alguma coisa... Dancei. Mas talvez por eu nunca sair de casa eu crie uma ilusão de que sempre pode acontecer algo magico quando eu saio. E de fato, aconteceu.
Era uma festa para aproximadamente cem pessoas, e no meio dessas noventa e nove pessoas restantes, encontrei uma que se encontrava tão disfarçadamente deslocada quanto eu.
Passei uma noite muito agradável conversando sobre tudo com Pedro e a forma como o conheci foi bem engraçada.
No sítio, havia várias irregularidades no chão, e eu como sou muito inteligente, fui de salto. Bem, estava conversando e de repente, senti necessidade de ir ao banheiro. Logo, saí na busca desse lugar perfeito, que estava se tornando cada vez mais desejado por mim, quando piso em um buraco, e caio de cara no chão na frente dele. A gargalhada que ele soltou foi idêntica a de Miguel, mas na hora não lembrei de gargalhada alguma, só conseguia pensar na minha cara e na minha roupa suja... Ele veio, me ajudou a levantar, se descupou por rir, e me indicou o banheiro. Como ficava em um canto muito escuro do sítio, ele perguntou se eu gostaria que ele me acompanhasse. Então no caminho descobrimos afinidades, e continuamos a conversar depois de eu estar 'aliviada'.
Ele me lembrava alguém, mas não conseguia me recordar de quem. De qualquer forma, deveria ser alguém tão agradável quanto ele.
É tão difícil encontrar alguém da minha idade com a maturidade dele...
Estava tarde, meu pai foi me buscar. Trocamos todos os contatos possíveis, e fui embora. Foi tão bom ter ido a essa festa.
Cheguei em casa, tomei banho, e fui me deitar. Mais uma vez, começaria minha visita ao meu amigo Miguel.
Porém, aconteceu algo que eu não esperava: não sonhei com Miguel! Fiquei sozinha nos meus sonhos, perambulando de um lado para o outro... Foi ruim, precisava contar pra ele da festa, do Pedro, do tombo, de tudo!
Dormi mal, acordei cedo. Aproveitei o domingo para estudar, por as coisas em dia e de noite, meu telefone toca.
- Alô?
- Boa noite, a Bia está, por favor?
- Sou eu! Quem é?
- Oi! É o Pedro...
E conversamos durante umas duas horas. É incrível minha identificação com ele, nos conhecemos há tão pouco tempo, e já temos tanto o que falar. É bom poder se entregar à uma amizade assim, está cada vez mais raro achar pessoas que tenham esse desprendimento.
Já era tarde quando resolvemos desligar, fui dormir. Por mais que tivesse arranjado um novo amigo, sentia falta de Miguel. Por isso, antes de dormir, me concentrei nele. Já ouvi dizer que quando se pensa muito em algo, ou alguém antes de dormir, acabamos sonhando com isso.
O sonho? No próximo post eu conto ;)

sábado, 5 de abril de 2008

Premiação :D [2]

Ganhei outro selo gente! Lindo isso, cara! Me sinto lisonjeada!



Obrigada ao Thiago, dono do blog Cansei de Ser Cult.
E obrigada também à todos os leitores daqui, o feedback do post anterior me animou muito, sério! Dá cada vez mais vontade de continuar a postar!

E os indicados ao Oscar... Ops... ao Selo, são:
Vai Vendo
Gabriel Sioli
Sushi de Banana

Jóóóóóóóiaaas (:

sábado, 29 de março de 2008

Será? - Capítulo V

Ele era muito filosófico. Passei um tempo pensando, e cheguei a conclusão que nunca tinha parado pra pensar nisso direito. A vida anda tão corrida, você acaba conhecendo várias pessoas, se apega a poucas, e no final, viu que não conheceu realmente ninguém porque não teve tempo. Podia responder alguma coisa óbvia como caráter, mas como já disse, seria óbvio.
Desisti de tentar adivinhar, passei a bola pra ele.
- Ah, não sei... talvez o modo de ver a vida, sei lá.
- Exato. E isso, por mais vago que possa ser, muda tudo.
Não sei. Ele me deixava pensativa... O modo de ver a vida influenciava na pessoa? Definitivamente estava confusa, e aquela conversa parecia se enrolar cada vez mais e mais. Mais uma vez o silêncio imperava... até ele abrir a boca:
- Mas você ainda não me disse... quem é ele?
- Ah, é um menino... Quase um homem, ainda menino. Mas não vou te contar, fico sem graça...
- Tudo bem então...
- Mas e você? Quem você queria que estivesse nesse sonho?
Ele mais uma vez sorriu, aquele sorriso quase que hipnotizante que já descrevi uma vez, e se calou. Passamos um tempo calados, e eu continuava a olhar pra ele, esperando a tal resposta.
Acho que se juntassem os momentos que nós abrimos a boca pra falar algo, não daria nem um terço do tempo que ficamos em silêncio pensando.
De repente, uma borboleta azul, posou na minha mão. Ela era linda, tinha todos os tons de azul possíveis ali nas asas dela. Levantei a mão, bem devagar, e mostrei-a a ele.
Miguel examinou a borboleta, deu um breve sorriso, e finalmente respodeu:
- Como posso querer que alguém esteja comigo, se não conheço ninguém?
Senti um pontada no peito. Aquela declaração doeu em mim! Como alguém podia ser tão sozinho, e ser como ele, que sabe sorrir, conversar, cativar as pessoas?
Reparei que estava anoitecendo, e eu provavelmente acordaria. Afinal, passei um ‘dia’ inteiro ali! Com certeza foi o sonho mais longo, e mais agradável que eu tive.
- Miguel, você sabe quando vou acordar?
- Sim, e por acaso, não falta muito pra isso acontecer.
- Quero te dar uma coisa... Nem sei se posso fazer isso, não estou vendo aqui... Mas quero.
Reparei um certo traço surpreso nele, e então ele disse:
- Bom, isso é o seu sonho. É só você imaginar... E digamos que você é boa nisso né? – disse sorrindo.
- Então ta, vira pra lá! É uma surpresa.
E ele se virou. Eu tão feliz, imaginei, e o fruto da minha imaginação apareceu em minhas mãos.
- Pronto, pode se virar.
- Um caderno?
- É! Toda vez que você se sentir sozinho, escreve aí. E não fique pensando que isso é em vão. Prometo que toda vez que nos vermos, eu leio, como se você estivesse conversando comigo, enquanto eu estiver acordada. Entendeu?
Agora, ele não sorria. Ele esbanjava felicidade. Talvez, mesmo um sonho, se sinta sozinho, e eu mais do que ninguém posso afirmar que se sentir sozinho não é nada bom.
Meu tempo ficava cada vez mais curto...


- Bem, eu acho melhor você já ir deitando...
- Eu não posso acordar estando em pé?
- Não! Nunca!
Minha cara de espanto deve ter sido... espantosa, como sempre.
- Porque não?
- Não posso explicar agora, vai demorar! Vamos, deite aqui logo, você não pode acordar em pé!
Deitei como um bala no chão. Seja lá o que ele iria me explicar, tinha me deixado um tanto quanto assustada!
Então, como tudo num sonho é mais rápido, deitei no chão, e logo adormeci. Quando me dei conta, lá estava o meu despertador irritante tocando de novo.
Reparei que ainda estava de uniforme, meias, e minha cama nem estava desfeita. Será que eu dormi tanto assim?
Fui até a cozinha, e minha mãe já estava bem agitada, e levou um susto quando me viu:
- Caramba, hein! Como você consegue dormir tanto?
- Eu dormi muito?
- Não... Muito seria uma forma simpática de falar. Você simplesmente hibernou! Dormiu desde de ontem à tarde, até agora!
Voltei pro quarto meio assustada vendo como eu tinha dormido tanto, deitei na minha cama de novo, e fiquei pensando: Será que um sonho pode se tornar realidade?
Será?

terça-feira, 25 de março de 2008

Premiação :D

Primeiro selo do blog:


Indicado pelo blog do Lucas .

Me senti lisonjeada, e não pensem que não ligo pro blog só porque não consigo postar todo dia, ligo muito sim!

A propósito, próximo post já está sendo imaginado, e com toda certeza será postado nesse final de semana! Não percam ;)


Indicados?



Beijos!

sexta-feira, 14 de março de 2008

"O que é você?" - Capítulo IV

[Nota: Mil desculpas pela demora, mas foi por um motivo nobre: estou estudando igual a uma condenada. É, vida de estudante não é mole não!]

Acho que foi ali que realmente comecei a reparar na simpatia dele, afinal foi um dia que conversamos por muito tempo.
Cada palavra pronunciada por ele me parecia uma pequena alucinação. Tudo que eu pensava é que assim que eu acordasse eu ia procurar um psiquiatra, porque definitivamente não sou normal.
Mas continuava no sonho, era inevitável. Ele não disse muita coisa depois de seu nome... Aliás, ficou calado, como se esperasse que eu perguntasse algo. Eu, ficava sem graça de falar algo, mas a curiosidade foi maior:
- Desculpa, mas você pode me responder uma coisa, Miguel?
- Diga...
- Quem é você? Digo, não o seu nome, porque isso eu já sei. Eu quero saber na verdade "o que é você"...
Ele parou por um momento. Rosto sereno como sempre, não sei de onde saía tamanha serenidade.
- Bom, não sei se você vai entender, mas eu acho que... eu acho que sou você. Ou pelo menos uma parte de você.
- Parte de mim? Como se fosse minha consciência?
- Não exatamente. Sou... Apenas um sonho.
Agora quem tinha parado era eu. Sonho. Eu costumava a falar que tudo que eu sonhava com coisas que eu desejava. "Meu sonho é ir pra Itália", e ele me diz que é um sonho. Meu sonho!
- Você é alguém que eu ainda vou conhecer?
- Não... Sou apenas imaginário.
- Hum...
Eu ficava cada vez mais confusa. Não sabia mais o que perguntar, até porque parecia que nem ele mesmo sabia quem era exatamente. Pensava, ainda sentada ao lado dele no campo perto das flores, quando percebo que estava anoitecendo. Mas era impossível! Não estava a tanto tempo assim ali... Ou estava?
- Miguel, você sabe que horas são?
- Não, nem uso relógio.
- Como você pode ficar sem relógio? Não precisa de horas para se programar?
- Não, por que? Não tenho nada pra fazer, as unicas horas que realmente me interessam são essas.
- Essas... Não entendi.
- Essas, quando você está aqui. No resto do tempo, quando você está ocupada demais pra sonhar, eu fico só. Só preciso saber das horas pra te ver, pra te dar apoio quando precisa de mim...
- Como posso precisar de você? Como posso precisar de alguém que mal conheço, e que mal sabe quem é!?
- Você não precisa de mim... Você precisa de alguém que te entenda, que realmente saiba o que você sente...Ele me faz pensar...

O que ele estava dizendo fazia sentido. De certo modo, eu me sentia sozinha. Eu podia estar no meio do meu grupo de amigos, mas no fundo, eu sempre me sinto meio só. Nunca encontrei ninguém que fizesse questão de escutar qual era a minha opinião por tal assunto, ou como eu havia me sentido por alguma outra situação. Acho que tinha chegado numa conclusão: Ele era a representação do meu limite. Já fazia um tempo que estava me sentindo solitária demais, e pra falar a verdade, estava começando a gostar dele... Ops! De falar com ele!
- Você ficou calada... O que houve?
- Sei lá... Acho isso uma loucura, acho estranho. Me sinto mal sabendo que criei uma fuga como essa... Imaginária...
- Cada um tem o seu jeito. Duvido que entre as pessoas que você conhece não exista uma com uma fuga até mais estranha que a sua.
Havia amanhecido novamente.
- Os dias aqui passam rápido né?
- É, você quer que seja assim, então é...
- Tudo o que está aqui fui eu que quis?
- Sim.
- Mas nem tudo que eu quero está aqui...
- O que você quer que esteja aqui?
A pergunta estava errada. O certo seria "Quem você quer que esteja aqui?". Talvez essa pessoa fosse a única que quase me entendesse, ou pelo menos fingia muito bem. Deve ser por isso que eu era apaixonada por ele... e ele nem aí pra mim. Não tem nada mais deprimente do que você chegar à conclusão que quanto mais atenção você dá a uma pessoa, mas ela te ignora.
Talvez eu fosse um pouco idiota, por gostar de alguém que não gostava de mim.
- Bom, na verdade, eu queria que um pessoa estivesse aqui...
- Quem?
- Adianta dizer? Você de certo não o conhece.
- Veja bem, não perguntei seu nome. Perguntei quem ele era.
- Dá no mesmo né?
- Não. O que faz uma pessoa ser o que é, na sua opinião?
Ele era muito filosófico. Passei um tempo pensando... e digo minha conclusão no próximo post (:

sábado, 1 de março de 2008

Percepções - Capítulo III

Me sentia absurdamente relaxada, parecia estar deitada numa nuvem, quando eu lembro daquele desconhecido perturbador. Será que sonharia mais uma vez com ele? Nem sabia seu nome...
Ora essa, com tanta coisa mais interessante para pensar, tem que ser logo naquele sonho que minha mente pára? Viver de sonho, não tenho mais paciência pra isso não.
Estava cansada, dia foi normal (o que no caso é cansativo). A rotina me mata! Seria tão bom achar alguém complexo para analisar... Não sei se comentei, mas queria ser psicóloga. Infelizmente, não vou ser por dois motivos: Primeiro, porque a faculdade na minha opinião é chata, e eu ai acabar desistindo. Em segundo lugar, porque eu não tenho estabilidade emocional.
Mas não encontraria ninguém complexo dentro do meu armário. Aquele tédio estava acabando comigo...
Ainda deitada na cama, pensava em tudo que tinha feito, e de tão interessante que estava meu pensamento... Acabei dormindo.

Bom, vocês já devem imaginar o que aconteceu né? Não? Que coisa!
Eu fui pra um parque, onde aparentemente só tinha eu. Ah, mais era tão lindo, não queria acordar...
Mas é fato que por mais que uma coisa ou situação seja extremamente agradável, você sente falta de alguém para poder compartilhar aquilo com você. É nessa hora que aparece ele (que por acaso eu ainda desconheço o nome).
É claro que ele não era a pessoa que eu mais queria que aparecesse, mas comecei a pensar por um outro ângulo: ele provavelmente não iria largar do meu pé tão cedo. Então, porque não tornava essa relação mais amigável?

Estávamos perto das flores, eu e ele.

Eu estava sentada no meio de um campo, com algumas flores, céu azul, sol lindo e radiante. O melhor de sonhar é não sentir calor.
Do lado desse campo tinha uma espécie de bosque, mas eles eram dividos por um riacho no qual havia uma ponte que ligava os dois lados. E nessa ponte eu o avistei.
Ele olhou pra mim de longe, sorriu e veio na minha direção. Dessa vez, nem tinha o porquê de fugir, na verdade, eu até queria conversar com ele. Então ele abaixou, me deu um beijo na testa e sentou ao meu lado. Aquele gesto havia me deixado imóvel: Será que estava sonhando com outra pessoa diferente, ou ele havia esquecido todos os ocorridos?
Fiquei olhando pra ele durante alguns segundos. Passava uma brisa pelo lugar, e o seu cabelo parecia dançar. O sol invadia nossos rostos, momento perfeito para qualquer cena romântica, mas estava atônita, e isso não era romântico. Como não poderia ter notado aqueles olhos, sendo eu uma admiradora de olhos e olhares? Mas isso não fazia dele uma pessoa melhor para mim. Pelo menos eu não admitia isso a mim mesma.
Ele deve ter notado que não conseguiria pronunciar uma palavra sequer, logo perguntou: "Oi! Como foi seu dia?". Eu confesso, a voz dele também era algo marcante, mas nada demais. Bem, eu não podia deixa-lo falando sozinho, então, entre os meus gaguejos, e tremores (apenas por estar falando com um desconhecido, nada mais), disse: "Oi... Estou bem sim...". Seria loucura perguntar à um sonho se ele estava bem? "... e você? Como tem passado?" e se era estranho eu já havia perguntado, não dava pra voltar atrás, "...me diz uma coisa, nos falamos por pouco tempo, mas nem sei seu nome e é tão estranho conversar com alguém que não sei o nome já que estamos no mesmo lugar e..." fui interropida pela risada dele. Já comentei que o sorriso era apaixonante, mas por eu ser excêntrica, nem ligava, não achava a mínima graça, só por ser dele. E foi com esse sorriso que ele disse "Não precisa se enrolar, meu nome é Miguel... Ou pelo menos prefiro que me chamem assim. Até porque, não tenho muita companhia por aqui, como você pode reparar..." e assim, ele finalmente conseguiu traçar um rascunho de sorriso no meu rosto. Acho que foi ali que realmente comecei a reparar na simpatia dele, afinal foi um dia que conversamos por muito tempo. Mas isso já é papo pro próximo post.
(continua...)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Estranho Perturbador - Capítulo II

Perguntei quem ele era afinal. Estava já a algumas unidades de tempo dos sonhos com ele, e não sabia ao menos o seu nome!
Ele abaixou a cabeça, sorriu levemente. Qualquer garota se apaixonaria por ele ali, naquela hora, mas eu não. Sou “excêntrica”, como ele mesmo disse, e quando vi aquele sorriso fiquei com mais raiva ainda. Tudo que eu fazia parecia ser motivo de riso, piada. Desisti de entender a situação, sentia que em breve iria acordar, então bastava ficar quieta, que ele provavelmente não iria mais me perturbar.
Sabe aquela estranha sensação de sonhar num sonho? Pois é. Eu acabei dormindo no sonho, e estava sonhando com lembranças da minha infância, de quando eu conhecia uma pessoa, e a tratava como amiga de anos. Devia ser uma lição de moral planejada por aquele chato que havia conhecido: não ser ignorante, e nem pré-conceituosa (isso mesmo que você leu) com as pessoas que você acaba de conhecer.
De repente, sinto uma mão leve passando pelo meu rosto...
Acordei pensando ser minha mãe e quando vou ver... ainda estou sonhando. Era ele, tentando me avisar que em breve teria que acordar, do meu ‘sonho real’. Minha vontade foi de pular no pescoço dele, e enforca-lo, mas como poderia fazer isso se ele estava sendo tão doce? Preferi segurar meus instintos primitivos, e simplesmente levantar, e esperar acordar.
Aquela escuridão infinita começou a clarear, e cada vez mais me sentia longe dela. Aos poucos parecia me desligar daquele sonho, e estar acordando de vez. Mas antes, ele segurou a minha mão e disse “Até amanhã, obrigado pela companhia...”. Quando pensei em responder... ouvi o meu despertador tocando.
Foi então que eu vi que eu realmente precisava trocar a música dele, ela estava me irritando cada vez mais.
E fui para minha rotina: banho, café, colégio, “Oi amiga, tudo bem? Tudo! Como foi o fim de semana?”, livros, estudar, aulas, aulas, aulas.
Vocês achavam o que? Que sonhar com ele teria mudado minha vida? HA HÁ HÁ, que pessoas ingênuas! Foi apenas um sonho, mas preciso confessar que pensei sobre o caso durante quase metade de um segundo.
Claro, só se fosse durante esse tempo mesmo. Ultimamente não tenho tido tempo pra nada. Se duvidar, até pra mim eu não tenho mais tempo (Respirar é preciso!).
Segui meu dia normalmente, e quando finalmente cheguei em casa fiz questão de jogar as coisas no chão e a mim mesma na cama. Certamente não teria dormido bem, porque parecia que havia virado a noite de tão cansada que eu estava.
Deitei, e fechei os olhos. Parecia que a cama estava se moldando ao meu corpo, fazendo com que eu me sentisse mais acolhida ainda.
Me sentia absurdamente relaxada, parecia estar deitada numa nuvem, quando eu lembro daquele desconhecido perturbador. Será que sonharia mais uma vez com ele? Nem sabia seu nome...
Quem sabe no próximo post...
(continua...)

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Conhecendo o 'inimigo' - Capítulo I

Perdida, mais ou menos como me senti me vendo num sonho.

Foi numa noite quente de verão, que então conheci meu mais novo amigo. Lembro como se fosse hoje (na verdade, foi ontem): demorei a pegar no sono, nada adiantava. Escutei música, contei carneirinhos, até leite quente tomei, e nada. Fiquei parada na cama então, me segurando. Não queria me mexer de jeito nenhum!
Eis que ouço uma voz baixa, me chamando. Não seria mais uma pequena loucura minha? Afinal, todos na minha casa estavam dormindo! Ignorei. Ouço mais uma vez, porém a voz agora estava um pouco mais alta. Ignorei mais uma vez, e dormi.
Estava na escuridão infinita do interior de minhas palpebras, quando alguem me chama, batendo levemente a mão nas minhas costas: "Você não está me escutando, não?". Minhas pernas pareciam dois bambus verdes Quem estaria ali... NA MINHA CABEÇA?
Olho pra trás então, e me deparo com ele.
Então, vocês já podem imaginar o resto, né? Eu reconheci nele o amor da minha vida, abracei-o com todas as minhas forças até que os olhos dele esbugalhassem, e...
Não. Óbvio que não!
Peloamordedeus, se vocês vissem alguém estranho nos seus sonhos, em sã consciência, vocês fariam isso? Duvido.
Eu saí correndo. Mas no meu sonho, não sei o porquê, quem tinha o controle era ele. Eu corria, e não saia do lugar, e ele ria.
Parei, fiquei olhando para o rosto risonho dele, enquanto tentava aos poucos recuperar o folego. Aquele riso estava me irritando, afinal, o tinha de tão engraçado em sentir medo?
"Dá pra parar de rir?" eu perguntei furiosa. "Quer mesmo saber? Hmmm, pra falar a verdade, não dá não. Nunca vi alguém tão excêntrica quanto você.", disse ele.
Excêntrica? Eu? Logo se vê que ele não me conhece. Onde já se viu, invade meus sonhos, ri da minha cara e me chama de excêntrica, sem ao menos ter passado uma hora inteira comigo!
Olhei-o com uma cara de desesprezo que só eu sei fazer. Juro que queria acordar naquele momento, mas estava cedo demais e meu sono ainda era pesado, o que dificultava os meus movimentos voluntários.
Percebendo que não ia conseguir acordar, resolvi achar algo pra fazer (o que é bem dificil, tendo em vista que estava na minha mente).
Não achei absolutamente nada, nem uma pedrinha, uma conchinha, um lápis e papel que fossem. Como ultima escolha, sentei. Até porque não tinha NADA mesmo pra fazer.
Enquanto estava me acomodando no meio de lugar nenhum onde me achava, reparei que aquele ser irritante se aproximava.
Virei a cara como gesto de desesprezo, não queria falar com ele. Conhecem amor à primeira vista? Nesse caso foi antipatia à primeira vista.
Ele sentou perto de mim, e ficou me olhando durante um bom tempo, até que eu cansei daquele clima. Perguntei quem ele era afinal. Mas isso, só no próximo post ;)
(continua...)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Oi, tudo bem?

Será ele meu namorado? Sempre gostei de cartolas...

Qualquer um que ler esse título, vai pensar que sou uma bossal. Mas pensem comigo: há muitas pessoas solteiras no mundo, numa proocura quase que desesperada por um par. Porém, no meio dessa massa desesperada, existe uma meia dúzia de gatos pingados que não estão nem ai pra compromisso.
Por isso mesmo, estava me sentindo cada vez mais sozinha. Não queria namorado, mas queria.
Isso me icmodava cada vez mais, até que um dia, numa aula de português, minha professora comentou sobre seu amigo imaginário chamado Pafúncio e sua filha imaginária, Adriele.
Então me ocorreu a idéia aparentemente estúpida de criar o meu namorado imaginário. Afinal, esse seria o ponto final no meu problema: não estaria com "ninguém", e ao mesmo tempo "estaria" (sim, estou querendo questionar minha própria existência com essas aspas. Quem me garante que eu não sou uma mera invenção, uma namorada ou amiga imaginária de alguém?).
Mas, obviamente, ignorei como todo ser ignorante faz!
No entanto, depois de uns 15 minutos refletindo, decidi criar sim o meu namorado imaginário: posso salvar o humor de muita gente tendo essa idéia estúpida! Imaginem a quantidade de pessoas que poderão acabar com sua carência só de visitar meu blog? Até porque, esse namorado é só meu, mas qualquer um pode criar o seu!
Logo, voltando a idéia inicial do texto, pense duas vezes antes de me chamar de bossal :D
Vou criar meu namorado, e assim que ele estiver mais 'real' eu apresento ele.
Bye baby :*